Pesquisa revela quem é o público do DCTV

Depois de 15 anos dedicados à divulgação da pesquisa científica da Embrapa, o que pensam os telespectadores de todo o Brasil que, semanalmente, acompanham o programa Dia de Campo na TV? A linguagem usada nas reportagens e entrevistas é clara e objetiva? Os temas apresentados contribuem de alguma forma para o dia a dia da sociedade?

foto: José Alves Tristão

foto: José Alves Tristão

Encontrar as respostas para essas e outras perguntas foi o objetivo da pesquisa feita pela empresa terceirizada Foco Opinião e Mercado, entre os meses de maio e novembro de 2013, em todo o Brasil. A iniciativa da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF), Unidade responsável pela produção do programa, envolveu entrevistas com 2.140 pessoas de cinco regiões do Brasil; 300 professores e 300 técnicos da extensão, na primeira fase, e mais oito rodadas de grupos focais com professores e extensionistas.

O estudo revelou que a audiência do programa atinge 3% da população brasileira que possui antena parabólica em suas residências, com maior abrangência nas regiões Norte e Sul do País, e que o nível mais expressivo de conhecimento e de avaliação do programa está entre os extensionistas. Mostrou ainda que professores dos institutos federais de educação são os que mais aplicam as tecnologias como ferramenta de apoio pedagógico.

Segundo a supervisora de Mídia Eletrônica da Embrapa Informação Tecnológica, DF, Maria Luiza Brochado, “os resultados da pesquisa foram significativos e validam o papel do Dia de Campo na TV como estratégia de comunicação e transferência de tecnologia para agricultores, extensionistas e educadores”. Entre os pontos críticos diagnosticados, estão a linguagem e o formato, além da necessidade de inovação com conteúdos diferenciados, como culinária e artesanato, de interesse do público feminino, e gravações com enfoque maior no ambiente de campo. Desde que foi criado, o DCTV já levou ao ar mais de 500 programas. “A realização da pesquisa traz novas perspectivas e estímulo à produção mais integrada entre os jornalistas da Embrapa e da extensão rural e, principalmente, mais próxima do público”, garante Maria Luiza.

Investimentos – O estúdio de vídeo da Embrapa Informação Tecnológica, onde é produzido o DCTV, foi construído em 1997, com a transferência da Unidade para sua sede própria. A montagem exigiu investimento em equipamentos, cenários e suportes para gravação, edição, transmissão, copiagem de fitas e arquivamento. Recentemente, para acompanhar o desenvolvimento tecnológico, a Unidade adquiriu novos equipamentos para as ilhas de edição, câmeras e acessórios de gravação externa. Em dois anos foram investidos cerca de R$ 900 mil.
Além disso, o setor acaba de receber duas câmeras de estúdio da Grass Valley, que irão substituir as antigas Betacam, em uso desde os primeiros programas. Outro importante investimento que a Unidade fez e que beneficia diretamente a mídia eletrônica foi o sistema de gerenciamento de conteúdos digitais – Media Portal, um software que veio para otimizar o fluxo de trabalho do setor, permitindo acesso rápido às informações e às imagens do acervo digital.

Texto: jornalistas Maria Luiza Brochado e Kátia Marsicano/Embrapa Informação Tecnológica

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