Artigo – Planejando os nossos Brasis

Maurício Antônio Lopes
Presidente da Embrapa

“Brasil, país continental”. Esta frase, sempre repetida por nós, traz um misto de orgulho e perplexidade  diante da dimensão, diversidade e complexidade do imenso território brasileiro. Além da diversidade étnica de mais de 202 milhões de habitantes, o Brasil é feito de múltiplos recortes: seis biomas, cinco regiões, 27 estados, dezenas de metrópoles e 5.570 municípios que se espalham pela imensidão de 8.514.876 km².

O nosso país é isso: grande, complexo, plural.  E as maneiras como dividimos e caracterizamos o nosso território nunca bastam. Biomas e outros recortes geográficos são úteis.  Nos ajudam a transformar espaços complexos em partes mais compreensíveis e manejáveis.  Ainda assim, essas divisões são limitantes para o planejamento de um país continental, inserido em contextos cada vez mais dinâmicos e desafiadores.

Divisões sedimentadas no imaginário dos brasileiros, como “Região Norte”, “Amazônia Legal”, “Semiárido” e outras, ocultam muitas realidades complexas e dificultam o entendimento da diversidade, interações, desafios e possibilidades nesses espaços imensos. Aplicada ao planejamento e à gestão, tal simplificação inibe compreensão e intervenções mais sofisticadas, necessárias para o desenvolvimento sustentável.

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Maurício Lopes fala aos programas de rádio e de TV da Embrapa

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foto: Katia Marsicano

Agricultura do futuro, desafios, novas tecnologias e sustentabilidade. Esses foram os principais temas abordados pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, dia 11 de dezembro, durante as gravações das entrevistas que vão abrir a grade 2014 dos programas Prosa Rural e Dia de Campo na TV. Durante mais de dez minutos, ele chamou a atenção para a complexidade da agricultura nos próximos anos, e para a importância da ciência e da tecnologia como principais caminhos para o desenvolvimento de produtores, em especial dos pequenos.

Disse que é fundamental ter “os pés plantados no chão”, para a superação de adversidades, como mudanças climáticas, riscos de doenças e pragas na agricultura, emissões de gases e crescimento populacional, com estratégias urgentes que garantam mais alimentos de qualidade. “A Embrapa tem voltado seus esforços para acompanhar o panorama do futuro”, comentou, ao ressaltar que, atualmente, 400 pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de tecnologias relacionadas às mudanças climáticas, assim como em áreas consideradas prioritárias para os próximos anos, como as biotecnologias (transgênicos), as nanotecnologias e as geotecnologias (monitoramento por satélite e agricultura de precisão). Continuar lendo